Tern Joe x roda 700c

May 4, 2020

Joe é a gama de bicicletas dobráveis mais versáteis da Tern. De peças proprietárias apenas tem a dobragem e por isso é uma das melhores bicicletas para personalizar.

De origem vêm rodas 26, com 7 mudanças (desviador Shimano Altus) + 3 pratos à frente. É uma bicicleta com algum peso (cerca de 14 como vem de origem) mas ganha no conforto e robustez.

Em estrada comporta-se como uma vulgar bicicleta de roda 26, zero vibrações para o ciclista. Mas não bastava ter uma roda igual, a aparatosa tubagem tripla traseira (FBL join) + tubo oversized no meio + forqueta de aço, são essenciais.

O objectivo que me foi proposto para esta é converter em roda 700 (28") com aros de dupla parede, pneus Schwalbe Marathon 700x35, cubo Shimano Nexus 8v e suportes de bagagem minimalistas mas funcionais.

Esta série da Tern faz lembrar as antigas Dahon Matrix e Espresso

Joe também tem a dobragem em "N" patenteada pela Tern muito mais fácil do que o convencional porque não fazes esforço nenhum nas costas. O guiador não dobra, mas não é preciso porque a dobragem nesta bicicleta é apenas um extra para aquelas alturas em que é realmente necessário dobrar (viagens, restaurante, pousada, eventualmente a bagageira de um carro tipo familiar)

O sistema Magnetix 2.0

A disposição dela é tipo MTB com punhos ergonómicos da Biologic (personalizados com uma linha laranja de acordo com as cores do quadro)

Os manípulos das mudanças são de punho.

Joe é uma bicicleta muito versátil e vem super preparada para upgrades. Caixas de direcção 1/8 (cónicas), tamanho do eixo das rodas (OLD) convencional 135/110, guiador/avanço de medidas standard 25.4/22.2

Para quem é a Tern Joe 24?

Para quem quer viajar ou necessita de fazer muitos kms diários, inclusive off-road e quer ter a certeza que não vai ficar pendurado se tiver de apanhar um autocarro ou pernoitar despreocupado numa pousada ou hotel.


Tern Joe x Nexus 8 x 700c (upgrade)

cubo interno Shimano de 8 velocidades e rodas 700c.

O cubo é um Shimano Nexus 8, fabrico japonês, leve, de baixa manutenção. Apesar do sistema de mudanças internas não ser recomendado para grandes viagens por causa da complexidade e difícil acesso a peças, este tem um sistema interno pouco complexo, possível de ser reparado na maioria das oficinas e Shimano é Shimano.

É preciso um tensor de corrente para quadros com drop vertical, a maioria dos de alumínio. Este tensor de alumínio é robusto, bom para apanhar pancada. A passagem do cabo teve de ser feita por cima ao contrário do habitual.

O pedaleiro de origem (3 pratos para velocidades) trocado por um de 46 dentes, os que montamos na Veli bike, + carreto traseiro do cubo 22 dentes, para uma relação idêntica ao da bicicleta antiga do novo dono

As manetes foram trocadas por umas longas e confortáveis Sturmey Archer com bloqueador de rodas, para quando ela estiver inclinada não andar.

Ao colocar uma roda maior, os vbrakes tiveram de levar estes pequenos adaptadores da Litepro em alumínio, que não comprometem a eficácia da travagem

A portuguesa Rodi forneceu-nos de urgência estes aros 700 com dupla parede e raios para construção da roda.

Inicialmente pensou-se numa roda 27.5 para evitar chatices a sério por causa do tamanho do quadro, mas arriscou-se mais um pouco e valeu a pena. O limite máximo de pneus é o 700x35. Neste caso tinham de ser uns Schwalbe Marathon com antifuro

Guardalamas e suporte minimalistas mas funcionais. O traseiro é um Michigan da portuguesa Polisport

Frontal completamente artesanal

Descanso muito mais robusto que o de origem

No final temos uma bicicleta com bom aspecto (palavras do dono), única no país (e se calhar no mundo), robusta, e...

...dobrável.


Upgrade travão disco

Mais tarde sugeri ao Hugo, o dono desta Joe um upgrade no travão da frente, para um de disco utilizando um destes adaptadores que se vendem nos sites chineses, porque a forqueta não vem obviamente com os encaixes.

Solução?

Uma forqueta nova com encaixe para disco e que não comprometesse a dobragem. A muito custo lá se encontrou uma e mesmo assim teve de levar uns polimentos para a coisa funcionar. A maioria da forquetas com encaixe para disco ainda são com suspensão. Mas com o advento das gravel e cross bikes, a coisa esta a mudar.

Para além da forqueta foi também preciso:

- trocar o cubo por um Shimano com encaixe para disco (6f)

- disco de 180mm

- bomba de travão

- adaptador para bombito e disco 180mm.

Conseguiu-se aproveitar os raios de origem apesar da bolacha do cubo ser maior que o anterior. O truque é na hora de enraiar, e aproveitar a margem do aro por ser dupla parede.

Entretanto o Hugo já tinha trocado o travão de trás por um Roller brake que são 6 roletos que empurram a pastilha (brake shoe) para cima obrigando o cubo a travar.


É uma solução boa principalmente para zonas planas, com uma performance idêntica ou um pouco melhor que o adorável contrapedal. Dependendo da utilização faz sentido, é mais económico, não desgasta o aro e tem um aspecto limpo porque a cablagem segue por debaixo do quadro. As bicicletas de uso partilhado costumam ter este travão (ex. Gira em Lisboa)

Em relação à dobragem como a nova forqueta não tem o encaixe para o magnetix da Tern tive de improvisar, colocando o íman na roda da frente num dos buracos para guardalamas/suporte que tive de alargar. A parte metálica para contacto com o íman passou a ser o parafuso que pertence a uma peça onde o atrelado encaixa.